De 4 de Novembro de 2021.

Pode ligar à cobrar minha filha, sempre!” repete a minha avó de 95 anos, lúcida, atenta e atenciosa, para minha filha que está em Londres. A mesma frase que, há 30 anos atrás, escutava dos meus avós quando fui estudar inglês do outro lado do oceano. E esse gesto se repete ao longo de toda a vida aos filhos, netos ou bisnetos que viajam ou vão morar fora.

Muitos jovens nem devem saber mais o que é “ligar à cobrar, mas até pouco tempo atrás, ligações eram caríssimas e ligávamos para casa só uma vez por semana, se tanto. Poder ligar à cobrar nos economizava muito dinheiro. Mas, principalmente, era e é um pequeno gesto de carinho. De cuidado.

Hoje, quase todo mundo tem um celular e a comunicação com o outro ficou muito mais fácil. Podemos minimizar distâncias com ligações de video, agilizar serviços contactando os prestadores com rapidez. Falamos, falamos, falamos, sobre qualquer assunto, a qualquer momento. Mas estamos nos escutando e escutando o outro?

Aos vinte e poucos anos, morei em Nova Iorque e lá trabalhei num daqueles escritórios que funcionavam 24 horas. Aquela vibração de uma cidade que nunca dorme. Um agito só.
Casada e sem filhos, basicamente queria conhecer cada pedaço da cidade, curtindo cada momento daquela experiência.

Uma grande amiga minha, já com um filho pequeno, trabalhava no mercado financeiro e queria, como eu, fazer tudo: trabalhar, cuidar de si, do outro, dos filhos… Ela já sabia como fazer isso, eu não tinha idéia. Não sei se ela sabia conscientemente, mas com ela aprendi uma lição que tentei levar para vida. Quando estávamos juntas, a atenção dela era focada! Se estava com os filhos, estava com os filhos. Se estava comigo, prestava atenção em mim. Estava inteira nas situações.

Podemos falar sobre produtividade e tudo mais. Só que para mim a atitude dela era, e é, principalmente, um pequeno gesto de carinho. De cuidado.

Não aprendi rápido a lição. Filha de pais separados que sou, queria estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Demorei a entender que o “não” pode ser o maior economizador de tempo… E que isso não significa que a pessoa nunca mais irá te procurar. Ou que você não vai atendê-la.

Alternar a escuta e a disponibilidade com “não posso te atender agora, aguarde um momento”, é uma arte!

Se de um lado a tecnologia nos ajudou muito, de outro, nada mais irritante do que querer ser ouvido e cair numa máquina qualquer que nos responde por chat ou por sistema touch  “clique aqui se você ligou sobre um vazamento, clique aqui se você ligou sobre boleto” e assim vai.

Aqui na NOVA usamos a tecnologia para ajudar nossa operação diária, mas mesmo com um time pequeno, procuramos nos organizar para atender os clientes pessoalmente, escutando suas necessidades, organizando as urgências, prioridades e rotina.

Fazemos isso porque sabemos que a escuta é um gesto de cuidado. Ter cuidado é ter atenção, é dar atenção, é ter distanciamento para cuidar do seu problema com a isenção que você não tem quando está no centro da questão. É ajustar os tempos e movimentos, focando sempre no objetivo final do cliente.

Nosso principal investimento é nas pessoas. Na troca de conhecimento, no estímulo de que cada profissional se conheça melhor, maximizando suas qualidades, incentivando seus estudos e, em especial, sua capacidade de escuta. Aqui a tecnologia é a cereja do bolo!

Conte com nosso time.